

Uma das bandas mais interessantes do rock atual, com certeza, é o duo californiano No Age, formado por Randy Randall (Guitarra) e Dean Allen Spunt (Bateria e vocal). Abusam de experimentalismo e distorções.Com um pé no pop e outro no punk,o som é muito denso, combinando muito bem guitarras saturadas como as que ecoam de garagens, com melodias "chicletes" e repetitivas como as que garantem sucesso no "mainstream". Mas fama e sucesso não são o objetivo da dupla, antenada em artes visuais e sempre promovendo uma experiencia diferente em suas apresentações, seja numa livraria ou às margens do rio de LA.
Essas bem sucedidas combinações nos saltam aos ouvidos no excelente álbum “Nouns”, de 2008, que saiu pela Sub-Pop. Um dos melhores do ano, é verdadeiramente guitar, envolvido por uma atmosfera low-fi e saturada. Momentos de sonolência e hipnose são dilacerados pela explosão vinda da bateria. E a luz se faz com riffs e vocais que têm a melodia de um dia de sol. Influencia californiana, que em certos momentos, fica esquecida em músicas que apenas guitarras se fazem presente, numa sintonia caótica e dissonante.
Além de “Nouns” a banda possui também o álbum “Weirdo Rippers” de 2007, que segue a mesma linha: melodioso, denso e saturado. Experimental, punk e pop.
E a música serve como um convite e pano de fundo para outros meios de expressão. Para Dean e Randy ela tem a função de aproximar as pessoas que acreditam na importância da arte na vida diária. Assim, os dois promovem exposições de arte, confeccionam camisas, bonés, bandanas, fazem videoclipes e zines. Costumam também tocar de graça em lugares públicos, livrarias, nas margens do rio de Los Angeles, oferecendo novas experiências ao vivo, além dos clubes e casas de shows.
No Age - Eraser
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
No Age combina muito bem "noise-rock" e "pop"
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